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Application na China: saiba como funciona a candidatura para uma universidade chinesa

Paraíso tecnológico, economia em ascensão e constantes parcerias de governo com outros países para aumentar o contingente de alunos internacionais são alguns dos motivos para considerar escolher a China como destino se você quer estudar fora. 

Outras razões para fazer intercâmbio em território chinês não faltam, mas, afinal, como fazer para se candidatar? O que costuma ser exigido? Precisa saber mandarim? É necessário pontuar bem em testes padronizados, como nos EUA? Para sanar estas e outras dúvidas, o Estudar Fora reuniu as principais características de application para universidades chinesas. Confira!

Leia mais: Intercâmbio na China, conheça o ensino da principal economia em ascensão do mundo

Orientações gerais para estudantes internacionais na China

O primeiro passo ao se preparar para uma candidatura em uma universidade da China é conhecer as formas de admissão. A principal delas é por meio do site da instituição de interesse, a partir de algum programa de bolsas para estudantes internacionais – há constantes parcerias com faculdades brasileiras, por exemplo.

Em geral, é necessário preencher um formulário e encaminhar a documentação, e os escritórios de admissão costumam considerar o histórico escolar e o desempenho do aluno em temas específicos da formação escolhida.

Em 2026, as universidades chinesas passaram a exigir o exame CSCA (China Scholastic Competency Assessment), uma avaliação padronizada voltada a estudantes internacionais que desejam ingressar na graduação na China. O teste tem sido utilizado como critério de referência nos processos de admissão e na concessão de bolsas de estudo, podendo ser comparado ao SAT dos Estados Unidos.

Por se tratar de uma política recente, muitas instituições ainda estão em fase de adaptação. Ainda assim, se você pretende cursar a graduação na China, é importante já considerar a realização do exame como parte do seu planejamento.

Para quem mora na China, no entanto, o acesso às instituições é baseado no Gaokao, que é o Exame Nacional do Ensino Superior (e qualquer semelhança com o Enem brasileiro não é mera coincidência). A prova de acesso ao ensino superior chinesa é a maior do mundo – o Enem vem logo na sequência. As matérias de mandarim, matemática e língua estrangeira são obrigatórias. O processo unificado de seleção distribui os alunos entre as universidades disponíveis a partir de suas classificações.

Já com relação ao ano letivo na China, o período é dividido em dois semestres, sendo que o primeiro começa em setembro e o segundo, em março (com férias de verão entre julho e agosto e as de inverno, em janeiro e fevereiro, como é característico do hemisfério norte).

# Requisitos de idioma para estudar no país asiático

Para ser aceito em uma instituição de ensino superior chinesa é necessário ter proficiência em inglês (com base em certificados como TOEFL ou IELTS) ou mandarim – idioma oficial do país asiático -, atestado pelo HSK (Hanyu Shuiping Kaoshi). A segunda opção vale para os cursos de língua local. 

Algumas universidades têm formações bilíngues, como é o caso da Tsinghua University, mas também há opções para quem pretende aprender a língua chinesa – na Universidade de Pequim, por exemplo, os alunos podem aprender chinês em um programa de estudos do idioma, oferecido pela instituição.

Documentação exigida ao aplicar para universidades chinesas

Normalmente, os documentos exigidos na application (que variam conforme a universidade) são:

# Documentos pessoais

  • Cópia do passaporte
  • Cópia do visto
  • Documento de identificação
  • Certificado de saúde
  • Certificado de ausência de antecedentes criminais

# Documentos acadêmicos

  • Certificado de conclusão do ensino médio, graduação ou mestrado
  • Certificado de proficiência em inglês/ chinês
  • Declaração de responsabilidade (assinada pelos responsáveis legais do estudante, comprometendo-se a cumprir as regras do programa/instituição)
  • Transcript (que, no Brasil, equivale ao Histórico Escolar)
  • Cartas de recomendação

Saiba como aplicar para as duas principais universidades chinesas!

Tsinghua: Processo de admissão da melhor universidade da China

A Tsinghua encabeça os rankings que pesquisam as mais prestigiadas instituições de ensino superior do país asiático. A universidade sediada em Pequim também faz parte da C9, uma aliança entre as nove principais da China continental, que é uma espécie de “Ivy League” chinesa.

Em geral, os programas de graduação da Tsinghua University são de quatro anos de estudo em tempo integral e são ministrados em chinês e inglês. O application é feito por meio de um formulário

A instituição oferece programas de bolsas para os quais, em geral, é necessário preencher um personal statement (cujo modelo é fornecido pela universidade) e apresentar o diploma, o histórico escolar e duas cartas de recomendação, entre outros documentos, no caso de graduação. Os candidatos aos programas de pós-graduação devem ter o diploma de bacharel (no caso do mestrado) ou de mestrado (para o doutorado) ou um grau equivalente na China – e precisam enviar um personal statement com uma breve introdução de seu projeto de pesquisa e histórico escolar. Também é necessário enviar duas cartas de recomendação.

Peking: Application para a “Harvard chinesa”

Uma vantagem da Peking University — frequentemente apelidada de “Harvard chinesa” — é a flexibilidade oferecida a estudantes internacionais. Aqueles que desejam estudar na China por um semestre ou um ano, mas não pretendem concluir um curso completo de graduação ou pós-graduação, podem candidatar-se à admissão como estudantes visitantes gerais, modalidade que permite vivenciar a excelência acadêmica da instituição sem a exigência de vínculo com um programa de formação integral.

Assim como para a Tsinghua, o processo de candidatura é todo online, começando com o preenchimento do formulário de inscrição – sendo que os candidatos a estudos de língua chinesa devem marcar a opção “escola de chinês como segunda língua” ao preencher o plano de estudo online. A documentação exigida é basicamente a mesma: diploma, histórico acadêmico oficial (ou cópia autenticada), carta de motivação, cartas de recomendação (escritas por professores ou pessoas com titulação acadêmica relevante), certificado de proficiência e documentação pessoal. 

Application para universidades chinesas x americanas: semelhanças e diferenças

Os EUA se baseiam em uma abordagem holística, em que a pontuação no GPA, SAT e ACT (que são as provas padronizadas das universidades americanas)  é uma parte de todo o processo, que também envolve avaliação acadêmica rigorosa que considera, inclusive, atividades extracurriculares e experiências de trabalho voluntário. O objetivo é selecionar os maiores talentos no contexo mundial – o que se refere não apenas a estudantes notáveis academicamente, como líderes em potencial.

Já na China, os estudantes locais ingressam no ensino superior principalmente por meio do Gaokao, exame nacional cuja pontuação é determinante para a admissão. Para os estudantes estrangeiros, o processo vinha sendo considerado relativamente mais simples, mas, com a implementação do CSCA, passou a contar com uma avaliação padronizada específica, aproximando-se cada vez mais dos modelos internacionais de seleção. Ainda assim, tanto em universidades chinesas quanto norte-americanas, uma vez aprovados, os alunos enfrentam uma carga acadêmica intensa e uma formação de alto nível.

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